(Just for fun)
Fitei a janela com olhos sonolentos. O vidro tinha reflexos coloridos, decompondo a luz da manhã. Creio que movi o braço esquerdo à procura do relógio, e, nesse momento, percebi não estar sozinha.
Senti medo e deixei meu braço parado no ar, esquecido. A frialdade causada pelo contato daquilo que me fazia companhia penetrava meu corpo como um cheiro ruim. Comecei a arfar, o ar me faltava. O braço estendido pesava e já era possível sentir um certo enformigamento nas pontas dos dedos. Cerrei os olhos, fazendo a imagem da janela desaparecer, tentando concentrar alguns restos da coragem que nunca tive para recolher o membro. Leia o resto deste post »